Saiba como as urnas eletrônicas são verificadas antes e durante as eleições

Processo inclui abertura do código-fonte, testes públicos de segurança, lacração dos sistemas, teste de integridade, zerésima e boletim de urna.
Urnas eletrônicas passam por diferentes etapas de verificação antes e durante as eleições.
Urnas eletrônicas passam por diferentes etapas de verificação antes e durante as eleições.

Antes de cada eleição, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza procedimentos para verificar a segurança dos sistemas utilizados nas urnas eletrônicas.

Um deles é o Teste Público de Segurança, que permite a especialistas em computação e cidadãos brasileiros maiores de 18 anos tentar identificar vulnerabilidades. Segundo o TSE, desde a primeira edição, em 2009, nenhum participante encontrou uma falha capaz de comprometer o sigilo do voto ou o resultado de uma eleição.

Código-fonte e lacração

Um ano antes da eleição, o código-fonte dos sistemas é disponibilizado para análise de entidades autorizadas. Mais perto da votação, os programas passam pela assinatura digital e pela lacração. A partir desse momento, qualquer alteração pode ser identificada.

Teste de integridade

No dia da eleição, algumas urnas são sorteadas para o teste de integridade. Votos previamente registrados em cédulas de papel são digitados nos equipamentos. Depois, os resultados são comparados para verificar se os votos foram contabilizados corretamente.

Zerésima e boletim de urna

Antes do início da votação, cada equipamento imprime a zerésima, documento que comprova que não há votos registrados.

Ao final, a urna emite o boletim com os votos recebidos por candidatos e partidos, além dos votos brancos e nulos. Uma cópia é afixada na seção eleitoral e contém um QR Code para consulta e comparação dos resultados.

A urna eletrônica completou 30 anos em 2026. O Brasil já realizou 15 eleições informatizadas, e a votação de outubro será a 16ª.

Fonte: g1

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