Um homem de 40 anos está internado em estado gravíssimo após ser atropelado por um carro na noite de sábado (10), por volta das 23h20, na Rua João Keller, no bairro Industrial, em Guarapuava. A vítima, identificada como Ronaldo Ribas, sofreu traumatismo craniano, passou por cirurgia e permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Vicente. Uma câmera de segurança registrou o momento em que ele atravessava a via e foi atingido pelo automóvel, que seguiu sem parar. A família busca identificar o motorista e esclarecer as circunstâncias do atropelamento.
A reportagem do Atento News esteve no local nesta segunda-feira (12) e conversou com Angelita Ribas, irmã da vítima, que relatou os momentos de preocupação desde que recebeu a notícia do atropelamento. Os familiares também conseguiram acesso às imagens de uma câmera de segurança instalada nas proximidades.
Vídeo mostra homem atravessando a rua antes de ser atingido
As imagens da câmera de segurança registraram a sequência que antecedeu o atropelamento.
Na gravação, Ronaldo aparece caminhando pela via. Ele atravessa parte da rua, passa pela faixa central e continua seguindo pelo asfalto, em direção ao outro lado.
Enquanto o pedestre ainda está sobre a pista, um carro que desce pela Rua João Keller se aproxima e o atinge. Ronaldo não chega a pisar na calçada antes do impacto.
O vídeo mostra o automóvel seguindo pela via após o atropelamento, sem que o motorista pare no local.
A gravação foi obtida pelos familiares no domingo (11), depois que eles procuraram um estabelecimento próximo ao ponto onde Ronaldo foi atingido.
As imagens passaram a ser uma das principais informações disponíveis à família para tentar esclarecer como ocorreu o atropelamento e identificar o veículo envolvido.
Irmã foi avisada quando já estava deitada e encontrou Ronaldo sendo socorrido
Angelita contou que estava em casa, preparando-se para dormir, quando a cunhada chegou para avisar que o irmão havia sido atropelado.

Ela saiu imediatamente e foi até o local, que fica próximo à casa dela. Quando chegou, uma ambulância já prestava atendimento à vítima.
Segundo Angelita, havia sangue na rua e objetos pessoais de Ronaldo espalhados nas proximidades do ponto onde ele foi atingido.
A irmã acompanhou o atendimento e foi com Ronaldo até à Urgência Trianon, onde permaneceu durante a noite enquanto os profissionais de saúde realizavam os primeiros procedimentos.
Conforme o relato dela, os médicos constataram uma fratura no crânio. Ronaldo estava inconsciente e não conseguia abrir os olhos.
Diante da gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para o Hospital São Vicente.
Ronaldo passou por cirurgia e permanece em estado gravíssimo
No Hospital São Vicente, Ronaldo precisou passar por cirurgia e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva.
Segundo Angelita, além do traumatismo craniano e da fratura no crânio, o irmão também sofreu uma lesão no pulmão.
Até a última atualização repassada à reportagem, ele permanecia internado em estado gravíssimo, e os familiares aguardavam novas informações médicas sobre a evolução do quadro clínico.
A família ainda não sabe se Ronaldo poderá apresentar sequelas em decorrência dos ferimentos.
“Ele está entre a vida e a morte”, afirmou Angelita.
Ronaldo trabalha com materiais recicláveis e havia saído de casa no início da noite
Ronaldo tem 40 anos, mora sozinho e não tem filhos. Ele trabalha com materiais recicláveis e vive próximo dos familiares, no bairro Industrial.
Angelita contou que mora em outra residência no mesmo terreno, onde também vive o pai dos dois.
Segundo a irmã, Ronaldo trabalha durante a semana e costuma sair nos fins de semana para encontrar conhecidos e frequentar bares da região.
No sábado, ele saiu de casa por volta das 20h. A família acredita que tenha passado por algum estabelecimento próximo à Rua João Keller, mas ainda não conseguiu confirmar onde esteve antes do atropelamento.
Angelita descreveu o irmão como uma pessoa que não costuma se envolver em confusões.
Os familiares agora tentam reconstruir os últimos momentos de Ronaldo antes de ele aparecer nas imagens da câmera de segurança.
Família questiona trajetória do veículo e pede esclarecimentos
Ao assistir à gravação, os familiares passaram a questionar a maneira como o automóvel atingiu Ronaldo.
Angelita acredita que o motorista possa ter direcionado o carro contra o irmão, já que ele havia passado pelo canteiro central e seguia em direção à calçada.
“O carro jogou em cima dele”, afirmou.
A família também tenta descobrir se houve algum desentendimento antes do atropelamento, mas não tem informações que confirmem essa possibilidade.
Não há confirmação de que o motorista tenha agido intencionalmente. A dinâmica do atropelamento e as circunstâncias que levaram ao impacto ainda precisam ser esclarecidas pela polícia.
Angelita afirma que a família quer justiça e espera que as imagens contribuam para identificar o condutor.
“Nós queremos justiça. Queremos saber onde é que esse cara está”, declarou.
Motorista não foi identificado pelos familiares
Até esta segunda-feira (12), a família não tinha informações sobre quem dirigia o carro nem sobre o paradeiro do motorista.
Os familiares também não conseguiram identificar a placa nas imagens disponíveis.
A irmã relatou que, no momento do atropelamento, a preocupação com o estado de saúde de Ronaldo acabou impedindo que ela acionasse a polícia.
Posteriormente, a família tentou registrar um boletim de ocorrência pela internet, mas não conseguiu concluir o procedimento.
Angelita informou que pretende procurar a polícia nesta terça-feira (13) para formalizar o registro.
Polícia Militar não localizou registro inicial e vai consultar setor de trânsito
Procurada pela reportagem, a Comunicação Social do 16º Batalhão da Polícia Militar de Guarapuava informou, às 12h23 desta segunda-feira (12), que não havia localizado registro do atropelamento em uma consulta inicial.
A corporação acrescentou que faria uma verificação com o setor de trânsito para confirmar se havia informações sobre a ocorrência.
A reportagem também procurou a Polícia Civil do Paraná, mas ainda não havia recebido retorno até a conclusão desta publicação.
Por William Batista e Cleo Ferreira/ Atento News