Paraná movimenta R$ 18,5 bilhões com pecuária e aquicultura e tem o segundo maior valor de produção do Brasil

Dados do IBGE referentes a 2025 colocam o Estado na liderança nacional em galináceos e produção de peixes, além de posições de destaque nas cadeias de leite, suínos, mel, ovos e bicho-da-seda.
Pecuária e aquicultura movimentaram R$ 18,5 bilhões no Paraná em 2025, colocando o Estado na segunda posição nacional em valor de produção. Fotos: Divulgação
Pecuária e aquicultura movimentaram R$ 18,5 bilhões no Paraná em 2025, colocando o Estado na segunda posição nacional em valor de produção. Fotos: Divulgação

A produção pecuária e a aquicultura movimentaram R$ 18,5 bilhões no Paraná em 2025, resultado que colocou o Estado na segunda posição nacional em valor de produção e representou 13% de tudo o que foi gerado no País nessas atividades. Os números fazem parte da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira (30).

O desempenho paranaense reúne diferentes cadeias produtivas. O Estado é o maior produtor brasileiro de galináceos, peixes e casulos do bicho-da-seda e registra o maior valor de produção de mel. Também ocupa a segunda posição nacional no rebanho de suínos, na produção de leite e no número de galinhas destinadas à produção de ovos.

Dos R$ 18,5 bilhões movimentados, R$ 16,3 bilhões vieram dos seis produtos de origem animal pesquisados pelo IBGE. O resultado representa crescimento de 6,5% em relação a 2024 e corresponde a 12,8% do valor nacional dessas atividades.

A aquicultura acrescentou outros R$ 2,1 bilhões, avanço de 4,4% em um ano. O valor corresponde a 16,2% do setor no Brasil e inclui atividades como a criação de peixes, crustáceos, moluscos, algas, anfíbios e répteis.

Leite responde pela maior parcela da produção

O leite foi o produto de origem animal que mais gerou recursos no Paraná em 2025. O valor chegou a R$ 12,7 bilhões, crescimento de 4,4% em relação ao ano anterior.

Sozinho, o leite respondeu por 77,5% do valor dos produtos de origem animal paranaenses e por 14,2% do total movimentado pela atividade no Brasil.

O Estado produziu 4,8 bilhões de litros e permaneceu como o segundo maior produtor nacional, atrás de Minas Gerais. O Paraná também apresentou a segunda maior produtividade do País, com média de 4.297 litros por vaca ao ano, ficando atrás apenas de Santa Catarina, com 4.398 litros.

O rendimento paranaense foi 72% superior à média brasileira, de 2.499 litros por vaca.

Mesmo com redução de 1% no número de vacas ordenhadas, que ficou em 1,1 milhão de animais, a produção de leite cresceu 3,9%. O preço médio pago ao produtor ficou em aproximadamente R$ 2,64 por litro, acima da média nacional de R$ 2,44.

Os Campos Gerais concentram alguns dos principais municípios brasileiros na atividade. Castro liderou o ranking nacional, com 532,8 milhões de litros. Carambeí ficou na segunda posição, com 306,8 milhões, enquanto Arapoti apareceu em oitavo lugar, com 137,2 milhões de litros.

Castro também registrou o segundo maior rebanho de vacas ordenhadas do Brasil, com 51,5 mil animais, e produtividade superior a 10 mil litros por vaca ao ano. O município movimentou R$ 1,5 bilhão com produtos de origem animal, segundo maior valor entre os municípios brasileiros.

Paraná concentra quase 29% dos galináceos do País

Outra liderança paranaense está na avicultura. O Paraná contabilizou 463,5 milhões de galináceos, crescimento de 1,8% e o equivalente a 28,8% de todo o efetivo brasileiro.

O Estado mantém a liderança nacional desde 2006.

Toledo aparece com o quinto maior efetivo municipal do Brasil, com 12,7 milhões de cabeças. Cianorte, Dois Vizinhos, Cascavel, Assis Chateaubriand e Santa Helena também figuram entre os 15 maiores do País.

Quando considerados especificamente os animais destinados à produção de ovos, o Paraná aparece em segundo lugar, com 29,2 milhões de galinhas, aumento de 4,4%.

O Estado lidera a produção de ovos de incubação, utilizados para a produção de pintinhos, e ocupa a terceira posição na produção de ovos para consumo, com 535,7 milhões de dúzias em 2025.

O valor dessa produção avançou 15% e alcançou R$ 3,4 bilhões, equivalente a 20,8% do valor dos produtos de origem animal do Estado.

Arapongas liderou a produção paranaense de ovos em quantidade, com 36,2 milhões de dúzias. Em valor, Santa Helena ficou em primeiro lugar, com R$ 243,9 milhões, seguida por Pato Branco, com R$ 222,7 milhões, e Arapongas, com R$ 205,6 milhões.

Rebanho de suínos chega a 7 milhões de animais

Na suinocultura, o Paraná encerrou 2025 com 7 milhões de cabeças, segundo maior rebanho do Brasil, atrás apenas de Santa Catarina.

Os animais criados no Estado correspondem a 16% do rebanho nacional.

O Paraná também possui o segundo maior número de matrizes, as fêmeas utilizadas para reprodução, com 614,6 mil animais. O número cresceu 1,7%.

Toledo manteve a liderança entre os municípios brasileiros, com 935 mil suínos, equivalentes a 2,1% de todo o rebanho nacional. O município também ocupa a segunda posição do País em número de matrizes, com 65,3 mil.

Marechal Cândido Rondon, com 449 mil cabeças, e Santa Helena, com 414,9 mil, aparecem respectivamente na quarta e na sexta posições nacionais.

Paraná perde liderança em quantidade de mel, mas mantém maior valor de produção

A produção paranaense de mel chegou a 10,7 mil toneladas em 2025, crescimento de 7,1%. O volume colocou o Paraná na segunda posição nacional, pouco abaixo do Rio Grande do Sul, que produziu 10,9 mil toneladas.

Em valor, entretanto, o Paraná continuou na liderança brasileira.

A produção estadual de mel movimentou R$ 217,7 milhões, alta de 17,1% e equivalente a 17,9% do valor nacional. No Rio Grande do Sul, o montante foi de R$ 156,6 milhões.

A diferença está relacionada também ao preço médio. No Paraná, o quilo do mel foi calculado em R$ 20,34, valor 19% superior à média brasileira, de R$ 17, e 42% acima do preço médio gaúcho, de R$ 14,32.

Arapoti aparece como o segundo maior município produtor do Brasil em quantidade, enquanto Ortigueira ocupa a quinta posição. Quando considerado o valor da produção, os dois municípios ficam, respectivamente, na segunda e quarta colocações. Bituruna e Prudentópolis também estão entre os dez primeiros do País.

O Paraná conta ainda com três méis ligados a regiões que possuem Indicação Geográfica (IG): o mel de Ortigueira, certificado em 2015; o mel do Oeste do Paraná, que abrange 48 municípios e recebeu o reconhecimento em 2017; e o mel de melato da bracatinga do Planalto Sul do Brasil, indicação concedida em 2021 a uma região de Santa Catarina que também inclui 12 municípios paranaenses.

Estado concentra 86% dos casulos de bicho-da-seda

A sericicultura, atividade ligada à criação do bicho-da-seda, também tem forte concentração no Paraná.

Em 2025, o Estado produziu 1.170 toneladas de casulos, correspondentes a 86% da produção brasileira, e movimentou R$ 39,3 milhões. Apesar da liderança, houve redução de 17,2% na produção em comparação com 2024.

Diamante do Sul, no Centro-Sul, foi o maior produtor municipal do Brasil, com 112,5 toneladas. Nova Esperança e Cândido de Abreu aparecem na terceira e quarta posições.

Dos 20 municípios que mais produzem casulos de bicho-da-seda no País, 18 estão no Paraná.

Produção de peixes supera 214 mil toneladas

Na aquicultura, o Paraná movimentou R$ 2,1 bilhões e alcançou o segundo maior valor de produção do Brasil, atrás apenas do Ceará, onde a atividade tem forte participação da produção de camarão.

Quando considerados somente os peixes, porém, o Paraná ocupa a liderança nacional.

Foram produzidas 214,2 mil toneladas de peixes em 2025, aumento de 6,2%. O volume representa 27,4% da produção brasileira.

A tilápia domina a atividade no Estado. A espécie correspondeu a 97,7% dos peixes produzidos e foi responsável por 89,9% do valor da aquicultura paranaense, movimentando R$ 1,9 bilhão.

Com 209,3 mil toneladas de tilápia, o Paraná respondeu sozinho por 39,2% de toda a produção brasileira da espécie.

Nova Aurora foi a segunda maior produtora nacional, com 26 mil toneladas. Palotina apareceu em terceiro lugar, com 18 mil toneladas, e Toledo em quinto, com 15,3 mil.

O Estado também liderou a produção brasileira de alevinos, com 536,2 milhões de unidades. Esses filhotes de peixes responderam por 6,8% do valor da aquicultura estadual.

O Paraná ocupa ainda a primeira posição na produção de traíra e trairão. Na criação de pacu e patinga, aparece em terceiro lugar em quantidade e em segundo em valor, com R$ 17,2 milhões.

Pesquisa reúne dados de todos os municípios

A Pesquisa da Pecuária Municipal é realizada pelo IBGE em todos os municípios brasileiros e reúne informações sobre os rebanhos existentes em 31 de dezembro de cada ano.

O levantamento também acompanha a produção de leite, ovos de galinha e codorna, mel, casulos do bicho-da-seda e lã, além da aquicultura e dos respectivos valores de produção.

As informações são coletadas junto a entidades públicas e privadas, produtores e profissionais que atuam no setor.

Fonte: Governo do PR

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