Fim da escala 6×1 e redução da jornada para 40 horas semanais; o que realmente muda para trabalhadores e empresas

Proposta prevê dois dias de descanso remunerado, manutenção dos salários e redução gradual da carga horária. Mudanças também levantam discussões sobre custos empresariais, contratações e funcionamento dos serviços.
Senado aprovou proposta que prevê o fim da escala 6x1, dois dias de descanso remunerado e redução gradual da jornada máxima para 40 horas semanais. Carlos Moura/Agência Senado
Senado aprovou proposta que prevê o fim da escala 6x1, dois dias de descanso remunerado e redução gradual da jornada máxima para 40 horas semanais. Carlos Moura/Agência Senado

O Senado Federal aprovou, na quarta-feira (14), a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 como regra geral no Brasil, com redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, dois dias de descanso remunerado e manutenção dos salários. O texto recebeu 75 votos favoráveis e um contrário, nos dois turnos de votação. Como a proposta já passou pela Câmara dos Deputados, o próximo passo é a promulgação pelo Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial.

Pelas regras aprovadas, a jornada máxima será reduzida inicialmente para 42 horas semanais, 60 dias após a promulgação, quando também começa a valer a previsão de dois dias de descanso remunerado. Depois de mais 12 meses, o limite passa para 40 horas semanais. A mudança poderá alcançar inclusive trabalhadores que já atuam de segunda a sexta-feira, mas cumprem 44 horas semanais. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, aproximadamente 14,8 milhões de empregados com carteira assinada trabalham atualmente na escala 6×1.

Apesar da votação expressiva, os possíveis efeitos da medida ainda geram debates. Representantes dos trabalhadores apontam expectativas de melhoria na qualidade de vida, enquanto entidades empresariais alertam para dificuldades de adaptação, aumento de custos e eventuais impactos nos preços e nas contratações. Em uma reportagem especial publicada no canal William Batista TV, o jornalista William Batista explica as novas regras, apresenta situações práticas e analisa os diferentes argumentos envolvidos na discussão. Assista ao vídeo completo abaixo.

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