Trabalhadores de apps enfrentam baixos salários e dívidas, aponta estudo

Relatório revela que nenhuma das principais plataformas digitais garante condições justas no Brasil.
Foto: Rowan Freeman/Unsplash

O relatório “Endividamento e Precariedade: O retrato do trabalho em plataforma no Brasil”, da Fairwork em parceria com a Universidade de Oxford, avaliou 10 aplicativos de transporte, entrega e serviços sob demanda. O estudo apontou baixos salários, endividamento e ausência de direitos básicos, concluindo que apenas duas plataformas conseguiram pontuar nos critérios mínimos de remuneração.

As empresas, no entanto, contestaram os resultados. A Uber afirmou que não participa do estudo porque entende que a metodologia parte de modelos tradicionais de emprego e não considera a autonomia e flexibilidade valorizadas por motoristas e entregadores. A empresa citou ainda falhas na amostragem e disse defender uma regulação equilibrada.

A Parafuzo também criticou a metodologia, mas destacou que seus profissionais recebem acima de R$ 15 por hora já descontados os custos, além de benefícios como seguro contra acidentes e apoio à saúde mental.

Já a Amobitec, que reúne empresas como 99, iFood e Lalamove, afirmou que o relatório apresenta limitações graves, com critérios subjetivos e entrevistas insuficientes para representar a realidade de milhões de trabalhadores. A associação reforçou que as plataformas defendem regulamentação que amplie proteção social e garanta segurança jurídica ao setor.

As informações são do g1.

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