O relatório “Endividamento e Precariedade: O retrato do trabalho em plataforma no Brasil”, da Fairwork em parceria com a Universidade de Oxford, avaliou 10 aplicativos de transporte, entrega e serviços sob demanda. O estudo apontou baixos salários, endividamento e ausência de direitos básicos, concluindo que apenas duas plataformas conseguiram pontuar nos critérios mínimos de remuneração.
As empresas, no entanto, contestaram os resultados. A Uber afirmou que não participa do estudo porque entende que a metodologia parte de modelos tradicionais de emprego e não considera a autonomia e flexibilidade valorizadas por motoristas e entregadores. A empresa citou ainda falhas na amostragem e disse defender uma regulação equilibrada.
A Parafuzo também criticou a metodologia, mas destacou que seus profissionais recebem acima de R$ 15 por hora já descontados os custos, além de benefícios como seguro contra acidentes e apoio à saúde mental.
Já a Amobitec, que reúne empresas como 99, iFood e Lalamove, afirmou que o relatório apresenta limitações graves, com critérios subjetivos e entrevistas insuficientes para representar a realidade de milhões de trabalhadores. A associação reforçou que as plataformas defendem regulamentação que amplie proteção social e garanta segurança jurídica ao setor.
As informações são do g1.