Fake news: pesquisa da UFPR revela que muitos compartilham mesmo sabendo que é mentira

Estudo aponta que desinformação é usada como estratégia para reforçar crenças políticas e identidades, e não apenas por desconhecimento.
Foto: Robin Worrall/Unsplash

As notícias falsas, conhecidas como fake news, continuam se espalhando com força nas redes sociais. Um estudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) mostrou que muita gente compartilha esses conteúdos mesmo sabendo que são falsos, como forma de reforçar crenças e opiniões pessoais.

A pesquisa foi feita pela bibliotecária e doutoranda Cristiane Sinimbu Sanchez, que analisou o comportamento de pessoas de diferentes idades e posições políticas. Segundo ela, as fake news não são apenas mentiras espalhadas por engano, muitas vezes, são usadas como armas nas disputas políticas e morais.

Cristiane reuniu 71 participantes em grupos de discussão para entender como eles reagem a notícias falsas. O estudo mostrou que os mais jovens (de 18 a 30 anos) compartilham com mais facilidade, buscando engajamento nas redes. Já os mais velhos (acima de 50 anos) tendem a acreditar mais no que recebem de amigos e familiares, e repassam sem checar a veracidade.

A pesquisa também apontou que pessoas de direita confiam menos na grande mídia e preferem fontes alternativas, enquanto os participantes de esquerda demonstram mais confiança na imprensa tradicional. Já os de centro costumam buscar equilíbrio, lendo tanto jornais quanto redes sociais.

Para Cristiane, combater as fake news exige educação midiática e diálogo. “Não adianta só dizer que é falso. É preciso entender por que as pessoas acreditam e compartilham aquilo. Muitas vezes, esses conteúdos mexem com emoções e valores”, afirmou.

Atento News, com informações da UFPR

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