Câmara de Guarapuava aprova projeto que reconhece visão monocular como deficiência visual

Proposta garante direitos como vagas especiais, isenção no transporte coletivo e reserva em concursos públicos municipais.
Sessão da Câmara de Guarapuava durante aprovação de projeto que reconhece visão monocular como deficiência visual
Sessão da Câmara de Guarapuava durante aprovação de projeto que reconhece visão monocular como deficiência visual. Foto: Divulgação/ Câmara Municipal

Entenda o caso rapidamente

  • A Câmara de Guarapuava aprovou, em segunda votação, um projeto sobre visão monocular.
  • O texto reconhece a condição como deficiência sensorial do tipo visual no município.
  • A proposta garante direitos como vagas especiais, isenção no transporte coletivo e reserva em concursos públicos.
  • Agora, o projeto segue para sanção do Executivo.

A Câmara de Guarapuava aprovou ontem (17), em segunda votação, um projeto de lei que reconhece a visão monocular como deficiência sensorial do tipo visual no município. A medida amplia o acesso de pessoas com essa condição a políticas públicas de inclusão e a direitos previstos na legislação.

O texto foi apresentado pelos vereadores Professor Saulo e Professora Bia. A proposta busca adequar a legislação municipal ao entendimento já adotado em nível federal, garantindo mais segurança jurídica e aplicação prática de benefícios no âmbito local.

O que é visão monocular

A visão monocular ocorre quando a pessoa possui cegueira em um dos olhos.

Essa condição compromete a visão binocular e afeta a percepção de profundidade, distância e relevo.

Na prática: isso pode dificultar tarefas do dia a dia, como atravessar ruas, desviar de obstáculos e estacionar veículos.

Apesar de muitas vezes não ser percebida de forma imediata por outras pessoas, a condição interfere diretamente na mobilidade e na orientação espacial. A perda da noção tridimensional do espaço pode afetar o equilíbrio, a coordenação motora e a segurança em atividades simples da rotina.

Direitos garantidos pelo projeto

  1. Uso de vagas de estacionamento reservadas a pessoas com deficiência
  2. Emissão de credencial especial mediante laudo médico
  3. Reserva de percentual de vagas em concursos públicos e processos seletivos municipais
  4. Isenção tarifária no transporte coletivo
  5. Acesso prioritário a serviços administrativos e de saúde

Com a aprovação, a legislação municipal passa a reconhecer oficialmente essas limitações como uma condição que exige proteção legal. Entre os pontos previstos no texto está a emissão da credencial para uso de vagas especiais, mediante apresentação de laudo médico com o diagnóstico da condição.

O projeto também reforça que a negativa desse direito sob a justificativa de ausência de limitação de locomoção poderá ser considerada ato discriminatório. O entendimento é de que a limitação visual interfere diretamente na mobilidade segura da pessoa, mesmo quando não há comprometimento aparente para caminhar.

Situação atual

Fase: projeto aprovado em segunda votação pela Câmara.

Próximo passo: texto segue para sanção do Executivo.

Se houver sanção: a lei passa a valer em todo o município.

Além das vagas especiais, o projeto prevê ainda reserva de vagas em concursos públicos e processos seletivos realizados pelo município, além de isenção no transporte coletivo e prioridade em serviços administrativos e de saúde. A intenção é reduzir barreiras enfrentadas por pessoas com visão monocular e tornar mais efetivo o acesso a direitos.

O que acontece agora

  1. Conclusão da tramitação no Legislativo municipal
  2. Encaminhamento do projeto ao Executivo
  3. Análise para sanção ou veto
  4. Publicação da lei, caso seja sancionada
  5. Aplicação das novas regras no município

Na justificativa da proposta, os autores argumentam que o projeto não cria direitos inéditos, mas adapta a legislação local ao que já está previsto em normas superiores. A iniciativa também busca dar mais clareza ao reconhecimento dessa condição no município, evitando interpretações restritivas e dificuldades burocráticas.

Por que o projeto foi apresentado

Importante: segundo a justificativa, a proposta busca transformar em aplicação prática, no município, direitos já reconhecidos em outras esferas, especialmente no campo da inclusão e da acessibilidade.

A justificativa também destaca que a visão monocular não significa enxergar “metade” da cena, mas perder elementos importantes da percepção espacial. Isso pode trazer risco real à segurança em situações comuns do cotidiano e justificar medidas de proteção específicas.

Resumo da proposta

Reconhecimento: visão monocular como deficiência sensorial do tipo visual no município.

Direitos: vagas especiais, transporte coletivo, concursos públicos e atendimento prioritário.

Objetivo: alinhar a legislação de Guarapuava às regras federais de inclusão.

Como foi a tramitação

Apresentação do projeto
A proposta foi protocolada pelos vereadores Professor Saulo e Professora Bia.

Discussão no Legislativo
O texto passou pela tramitação normal dentro da Câmara Municipal.

Segunda votação
O projeto foi aprovado pelos vereadores em segunda votação.

Próxima etapa
Agora, a matéria segue para sanção do Executivo.

Se o texto for sancionado, a nova lei passará a valer em Guarapuava, garantindo respaldo legal mais claro para que pessoas com visão monocular tenham acesso aos direitos previstos no projeto.

Perguntas e respostas

O que é visão monocular?

É a condição em que a pessoa possui cegueira em um dos olhos, com prejuízo da percepção de profundidade, distância e relevo.

Quais direitos o projeto garante?

O texto prevê vagas especiais, credencial de estacionamento, isenção no transporte coletivo, reserva em concursos públicos e prioridade em serviços administrativos e de saúde.

O projeto já está valendo?

Ainda não. Depois de aprovado em segunda votação, o texto segue para sanção do Executivo.

O que muda para quem tem visão monocular em Guarapuava?

Se a proposta for sancionada, haverá reconhecimento expresso da condição na legislação municipal, com garantia mais clara de acesso a benefícios e políticas públicas de inclusão.

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