Avó e neta que morreram atropeladas em Palmital foram atingidas após descer do ônibus e tentar atravessar a via, diz delegado

Polícia Civil aponta dinâmica do acidente, descarta embriaguez do motorista e investiga o caso.

A Polícia Civil detalhou como aconteceu o atropelamento que terminou com a morte de uma avó e da neta em Palmital, na região da Vila Lagoa da Carpa, na tarde de ontem (15). Ao Atento News, o delegado Márcio Cristiano da Silva da Rocha disse que as duas foram atingidas após descerem do ônibus e tentarem atravessar a via pela frente do veículo.

As vítimas foram identificadas como Geneci de Fátima Ferreira, de 44 anos, e a neta, Maitê Ferreira Trindade, de 3 anos. O acidente aconteceu por volta das 17h20, conforme a polícia.

Dinâmica do acidente

De acordo com a investigação, equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e do SAMU foram acionadas logo após o atropelamento. No local, foi confirmada a morte das duas vítimas.

Reprodução/ via Atento a Rede

A partir dos relatos de testemunhas, a polícia conseguiu reconstruir os momentos que antecederam o acidente.

“Foram ouvidas várias testemunhas, tanto as que estavam dentro do ônibus, quanto testemunhas que estavam na rua no momento do atropelamento. Tudo está levando a crer que a senhora, que foi vítima juntamente com a sua neta, desceram do coletivo e, no momento em que o ônibus foi continuar a viagem, a criança teria corrido para atravessar a rua na frente do ônibus. A avó de pronto foi atrás pra pegar a criança, mas não deu tempo”, disse.

Motorista foi ouvido e fez teste do bafômetro

O motorista do ônibus, que é servidor da prefeitura, foi ouvido na delegacia. Segundo o delegado, ele não havia consumido álcool e permaneceu no local após o acidente.

“O condutor do veículo foi ouvido na delegacia, foi feito o teste do bafômetrotro, que deu negativo. Nã estava embriagado. Estava justamente naquele momento, de fato, de trabalho, fazendo o transporte de passageiros. Detalhe também que no momento ele não empreendeu fuga, ficou o tempo todo dando assistência”, relatou.

Reprodução do local e análise do ônibus

Na manhã desta quinta-feira (16), a Polícia Civil voltou ao local e também analisou o ônibus envolvido, incluindo o campo de visão do motorista e imagens de câmeras.

“Nessa situação, não foi feito o flagrante, mas o motorista foi ouvido aqui. Com toda a fatalidade, entende-se que ele não teria visto a vítima entrando na frente do ônibus, porque a visão do motorista fica mais na parte superior. Já na parte da manhã, a Polícia Civil foi até a garagem onde o veículo estava e fez uma reprodução no local, analisando o campo de visão do motorista. Também foi acionado o sistema de câmeras do ônibus, que é um veículo novo da prefeitura”, explicou.

Investigação segue e pode ter diferentes desfechos

Segundo o delegado, a investigação agora entra em uma fase mais detalhada, com a continuidade das oitivas e análise de todos os elementos do caso. A Polícia Civil trabalha para entender se houve alguma falha por parte do motorista ou se o atropelamento foi uma fatalidade, sem responsabilidade direta.

Nesse momento, o inquérito pode seguir por dois caminhos, dependendo do que for comprovado ao longo das investigações.

“Tudo indica, até então, que não houve dolo no atropelamento, o que já foi descartado. Agora, as investigações continuam, e outras pessoas ainda serão ouvidas. Tudo indica que o motorista pode responder por um crime de homicídio com duas vítimas, em concurso formal, caso seja constatado algum tipo de negligência, imprudência ou imperícia. Por outro lado, o inquérito também pode ser concluído sem indiciamento, se ficar comprovado que não houve culpa por parte do motorista”, concluiu.

A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e analisando todas as circunstâncias do caso.

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