Uma reportagem publicada na última segunda-feira (8) pelo jornal O Estado de S. Paulo (Estadão) revelou um crescimento expressivo nas apreensões de canetas emagrecedoras na região de Foz do Iguaçu. Dados da Receita Federal apontam que a quantidade de medicamentos retidos na fronteira aumentou cerca de 1.000% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Conforme os números apresentados, entre janeiro e maio de 2025 foram apreendidas 7.479 unidades desses produtos. No mesmo período de 2026, o volume saltou para 79.837 unidades. Segundo a Receita Federal, o avanço das apreensões tem chamado a atenção das equipes de fiscalização e já supera o crescimento registrado em outros produtos tradicionalmente associados ao contrabando na região de fronteira.
Produtos entram principalmente pela fronteira com o Paraguai
As apreensões envolvem principalmente medicamentos utilizados para emagrecimento que entram irregularmente no Brasil a partir do Paraguai. De acordo com as informações divulgadas, a maior parte dos produtos é encontrada na forma de ampolas, que possuem tamanho reduzido e são facilmente ocultadas durante o transporte.
A Receita Federal identificou diversos métodos utilizados para esconder os medicamentos. Entre eles estão compartimentos ocultos em veículos, caixas de sabão em pó adaptadas e até embalagens de doce de leite utilizadas como esconderijos.
Risco vai além do contrabando
Além da questão criminal, as autoridades demonstram preocupação com os riscos à saúde. Segundo as informações divulgadas, esses medicamentos precisam ser armazenados sob condições específicas de temperatura e conservação para manter sua eficácia.
No transporte clandestino, porém, essas exigências normalmente não são observadas, o que pode comprometer a qualidade dos produtos.
Crescimento é considerado atípico
A Receita Federal classificou o aumento das apreensões como fora do padrão histórico observado na região. O levantamento aponta que o crescimento ocorreu após restrições impostas à entrada de determinadas marcas de medicamentos para emagrecimento no país, cenário que teria contribuído para o fortalecimento do mercado ilegal.
As informações também mostram que o transporte desses produtos não estaria restrito apenas a organizações criminosas especializadas em contrabando, envolvendo diferentes perfis de pessoas que cruzam a fronteira regularmente.
Medicamentos apreendidos são destruídos
Conforme os dados divulgados, os medicamentos apreendidos permanecem armazenados pela Receita Federal até a conclusão dos procedimentos administrativos. Após essa etapa, os produtos são encaminhados para destruição, seguindo os protocolos estabelecidos pelos órgãos responsáveis.