Um Airbus A320 que fazia o trajeto entre Campinas (SP) e Chapecó (SC) chamou a atenção de moradores de Guarapuava na manhã deste domingo (31) ao permanecer por vários minutos sobrevoando a região. A movimentação gerou dúvidas entre moradores que acompanharam o voo e perceberam que a aeronave realizava trajetos circulares no espaço aéreo.
Segundo informações divulgadas pela Prefeitura de Guarapuava por volta das 11h, o avião realizava um procedimento de espera e não tinha qualquer previsão de pouso no município. A medida foi adotada porque o aeroporto de Chapecó apresentava condições meteorológicas abaixo dos mínimos exigidos para a realização de uma operação segura de pouso.
Condições meteorológicas impediram a aproximação
De acordo com as informações repassadas pela administração municipal, o aeroporto catarinense registrava forte restrição de visibilidade no momento em que a aeronave se aproximava da cidade.
Os dados indicavam visibilidade horizontal de aproximadamente mil metros e visibilidade vertical de apenas 100 pés, índices considerados insuficientes para a autorização do pouso.
Diante do cenário, a aeronave permaneceu em espera enquanto a tripulação avaliava a evolução das condições meteorológicas e aguardava uma definição operacional.
Segundo a Prefeitura, a alternativa naquele momento era permanecer em espera até a melhora do tempo ou seguir para um aeroporto alternativo, caso fosse necessário.
Avião não tinha Guarapuava como destino
A administração municipal destacou que a aeronave não tinha qualquer relação com operações programadas para o Aeroporto Municipal Tancredo Thomas de Faria.
O Airbus A320 apenas utilizava o espaço aéreo da região para cumprir o procedimento de espera, prática comum quando o aeroporto de destino não apresenta condições seguras para pouso.
A permanência prolongada sobre a região acabou chamando a atenção de moradores, que passaram a acompanhar a movimentação da aeronave.
Procedimento é considerado normal na aviação
O Corpo de Bombeiros informou que entrou em contato com o CINDACTA II para verificar a situação.
Segundo a corporação, não havia qualquer ocorrência de emergência envolvendo o voo.
“Conforme contato com o CINDACTA II, trata-se de procedimento padrão para espera de autorização de pouso”, informou o Corpo de Bombeiros.
Ainda de acordo com a corporação, informações preliminares indicavam que o aeroporto de Chapecó estava sem os parâmetros mínimos de visibilidade necessários para autorizar a operação.
Por esse motivo, a aeronave permaneceu em espera até que houvesse melhora das condições meteorológicas ou a definição de outro aeroporto para prosseguir a operação.
Outros voos também enfrentaram restrições
Segundo as informações repassadas à Prefeitura de Guarapuava, outras aeronaves que tinham Chapecó como destino também precisaram adotar procedimentos semelhantes durante a manhã deste domingo.
A condição meteorológica registrada na cidade catarinense afetou as operações de pouso e obrigou diferentes voos a aguardar uma melhora na visibilidade antes de concluir a viagem.
Apesar da movimentação ter chamado a atenção de moradores, os órgãos consultados destacaram que o procedimento faz parte dos protocolos normais da aviação e é adotado sempre que não há condições seguras para pouso no aeroporto de destino.