A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) manifestou preocupação com a possibilidade de os Estados Unidos adotarem novas tarifas sobre produtos brasileiros exportados ao país. Em nota divulgada na última quarta-feira (3), a entidade afirmou acompanhar os processos conduzidos pelo Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR), que poderão resultar na imposição de novas taxas a partir de 15 de julho.
Segundo a Fiep, os impactos podem ser significativos para a indústria paranaense, especialmente para setores que possuem forte presença no mercado norte-americano.
Entre os segmentos apontados pela entidade estão os setores de madeira, móveis, cerâmica e metalmecânico. Juntos, eles representam aproximadamente 70% das exportações do Paraná destinadas aos Estados Unidos.
Paraná pode ser mais afetado que a média nacional
De acordo com a Federação, a indústria paranaense poderá sentir os efeitos das medidas de forma mais intensa do que a média do país.
A entidade destaca que, enquanto cerca de 45% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano podem ser atingidas pelas tarifas em discussão, no Paraná o percentual de exposição chega a aproximadamente 70%, considerando os principais setores exportadores do estado.
Na avaliação da Fiep, esse cenário aumenta a preocupação com possíveis impactos sobre a competitividade das empresas e sobre a manutenção das exportações.
Entidade defende diálogo comercial
A Federação afirmou que o fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos deve ocorrer por meio do diálogo, da previsibilidade regulatória e da valorização das cadeias produtivas que geram emprego, renda e desenvolvimento econômico.
Segundo a entidade, medidas que elevem custos ou restrinjam o comércio internacional podem afetar investimentos e reduzir a competitividade das empresas exportadoras.
Participação em consultas e audiências
A Fiep informou ainda que acompanhará as próximas etapas dos processos conduzidos pelo governo norte-americano e pretende participar formalmente das consultas e audiências públicas relacionadas ao tema.
O objetivo, segundo a entidade, é apresentar posicionamentos técnicos e defender os interesses da indústria paranaense diante das discussões sobre a eventual aplicação das novas tarifas.
Caso as medidas avancem, setores estratégicos da economia do Paraná, especialmente o madeireiro, poderão estar entre os mais impactados pelas mudanças nas regras comerciais entre os dois países.