Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi preso na manhã desta sexta-feira (2) em Ponta Grossa. A prisão foi realizada pela Polícia Federal, em cumprimento a uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Após ser detido em casa, Martins foi encaminhado à Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa mesmo, e ficou sob responsabilidade do sistema penitenciário estadual.
Segundo o STF, a prisão foi decretada porque Filipe Martins teria descumprido uma das medidas cautelares impostas quando estava em prisão domiciliar, que incluía a proibição de uso de redes sociais. De acordo com a decisão, houve registro de acesso à rede LinkedIn no fim de dezembro, o que caracterizou a violação da ordem judicial.
A defesa do ex-assessor nega o descumprimento. O advogado Jeffrey Chiquini afirmou que Martins vinha cumprindo todas as determinações há mais de 600 dias e que a equipe jurídica ainda vai definir os próximos passos.
Filipe Martins foi condenado no dia 16 de dezembro pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados à trama que, segundo o STF, buscava impedir a posse do presidente eleito em 2022. Segundo os ministros, ele participou da elaboração de um documento com medidas para reverter o resultado da eleição.
Com a nova prisão, sobe para 23 o número de condenados presos entre os quatro núcleos investigados pelo STF no caso da tentativa de golpe. Parte dos réus cumpre pena em regime fechado, enquanto outros permanecem em prisão domiciliar ou estão foragidos.
A defesa de Filipe Martins informou que ainda recorre da condenação.