Mulher é presa por falsas entrevistas de emprego e coleta de dados biométricos das vítimas para aplicar golpes em Guarapuava

Suspeita se passava por psicóloga, usava nome falso e atuava em espaço de coworking no bairro Trianon; Polícia Civil alerta para ofertas enganosas nas redes sociais.
Mulher presa em Guarapuava por aplicar golpes com falsas entrevistas de emprego
Mulher de 32 anos foi presa pela Polícia Civil em um coworking de Guarapuava após simular entrevistas de emprego para aplicar golpes. Foto: Divulgação/ PCPR

Criar expectativas se aproveitando da fragilidade de quem precisa de emprego. Foi o que aconteceu em Guarapuava.

Uma mulher de 32 anos foi presa ontem (3) em um espaço compartilhado de trabalho, um coworking localizado no bairro Trianon.

Segundo a Polícia Civil, ela mentia ser psicóloga e simulava entrevistas de emprego que não existiam em Guarapuava. O objetivo era obter dados pessoais das vítimas e viabilizar financiamentos fraudulentos de veículos.

O que a suspeita fazia era utilizar nome falso para acessar dados da CNH das vítimas e, posteriormente, captar a biometria facial. Ela não agia sozinha e repassava essas informações a outros integrantes do grupo criminoso.

A Polícia Civil informou que realizou uma ação preventiva e prendeu a mulher no momento em que uma nova entrevista seria iniciada. No entanto, outras pessoas já haviam participado das falsas entrevistas e sido informadas sobre uma suposta segunda etapa do processo seletivo, que incluiria a coleta de biometria facial.

Todas as propostas de emprego eram divulgadas pelas redes sociais. Fique atento!

A mulher é natural e moradora de Curitiba. Ela afirmou ser a responsável pela coleta de dados, confessou o crime e alegou ter chegado a Guarapuava no mesmo dia com o objetivo de aplicar o golpe, informou a polícia.

O nome dela não foi divulgado, somente as iniciais: A.L.S.

A Polícia Civil também divulgou que as investigações continuam para identificar outros integrantes da associação criminosa e possíveis vítimas ainda não localizadas no decorrer da investigação.

Não há informações sobre o números de vítimas já identificadas ou que o grupo teria feito, ao todo, em Guarapuava.

A orientação da polícia é para desconfiar de ofertas de emprego com promessas excessivamente vantajosas e sempre verificar a existência da empresa ou da agência recrutadora.

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