O Brasil voltou a figurar entre os países com pior desempenho no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), levantamento anual divulgado pela ONG Transparência Internacional.
No resultado mais recente, o país manteve 35 pontos em uma escala que vai de 0 a 100, em que notas mais altas indicam menor percepção de corrupção. O desempenho repetiu uma das piores marcas da série histórica iniciada em 2012.
Com essa pontuação, o Brasil aparece na 107ª colocação entre 182 países e territórios avaliados. Em relação ao ano anterior, houve apenas uma variação mínima no posicionamento, considerada estatisticamente insignificante pelos responsáveis pelo índice.
O indicador é construído a partir da avaliação de especialistas, executivos e analistas sobre práticas no setor público, transparência administrativa e mecanismos de prevenção a irregularidades.
Segundo análise apresentada pela Transparência Internacional, o cenário brasileiro é de estagnação. A entidade aponta que, apesar de episódios recentes envolvendo responsabilização de autoridades e investigações de grande repercussão, o país segue com percepção elevada de corrupção.
O levantamento também menciona casos de grande impacto e discussões institucionais que influenciam a imagem do Brasil no exterior, além de debates sobre medidas legislativas e decisões judiciais relacionadas ao combate a práticas ilícitas.
No ranking global, os melhores desempenhos ficaram com a Dinamarca, que alcançou 89 pontos, seguida pela Finlândia, com 88, e Singapura, com 84.
Na outra ponta, os piores resultados foram registrados por Somália e Sudão do Sul, ambos com 9 pontos, além da Venezuela, que aparece entre as últimas posições.
O estudo ainda indica que o Brasil permanece abaixo da média global e também abaixo da média das Américas, reforçando o cenário de desafios estruturais no combate à corrupção e na melhoria dos mecanismos de transparência pública.
Fonte: O Globo