A Diocese de Guarapuava divulgou na última sexta-feira (28) um comunicado oficial informando o afastamento do padre Jean Patrik Soares de suas funções pastorais. A decisão foi tomada após a circulação, nas redes sociais, de supostas mensagens atribuídas ao sacerdote e a uma fiel.
De acordo com a nota assinada pelo bispo diocesano, Dom Amilton Manoel da Silva, a Diocese já havia se manifestado no dia 12 de fevereiro de 2026, afirmando que acompanhava a situação com responsabilidade pastoral e institucional. No entanto, diante de novos registros divulgados nas redes sociais, foi instaurada uma investigação prévia à luz do Código de Direito Canônico para apurar os fatos e verificar a veracidade das informações.
No comunicado da última sexta-feira, a Diocese reafirma o compromisso com a justiça.

Investigação
O caso começou a ganhar repercussão pública após uma operação da Polícia Civil realizada no dia 11 de fevereiro.
Em nota divulgada no dia 12 de fevereiro, a Diocese informou ter tomado conhecimento da ação policial e esclareceu que a investigação dizia respeito a uma situação de caráter pessoal atribuída a um presbítero, não havendo, até aquele momento, qualquer investigação direcionada à instituição eclesiástica ou às suas atividades pastorais e administrativas.
Na ocasião, a Diocese afirmou que, em respeito às autoridades competentes e ao sigilo legal do procedimento, estava à disposição para colaborar dentro dos limites da lei e manifestou confiança no esclarecimento dos fatos. Também destacou que o bispo acompanhava a situação com responsabilidade pastoral e institucional.
Denúncias nas redes sociais
Paralelamente à operação policial, passaram a circular nas redes sociais prints de supostas mensagens íntimas atribuídas ao padre Jean Patrik e a uma fiel. As imagens geraram grande repercussão entre membros da comunidade católica.
O padre, que atua como pároco da Catedral Nossa Senhora de Belém, nega as acusações.
A reportagem procurou o sacerdote para solicitar um posicionamento oficial sobre o caso. Ele preferiu não gravar entrevista e afirmou: “remeto-me à nota já divulgada”.
Nas redes sociais, ele tem compartilhado, por meio de stories no Instagram, mensagens de apoio enviadas por fiéis.
Reportagem procurou a polícia
A reportagem pediu informações sobre o caso à Polícia Civil, mas até o momento não teve retorno.
Reportagem atualizada às 11h20