A Prefeitura de Guarapuava anunciou, na manhã desta quinta-feira (9), a construção de 865 novas moradias no município. O pacote habitacional reúne projetos voltados tanto para famílias em situação de vulnerabilidade quanto para aquelas que se enquadram em faixas de renda intermediárias, por meio de uma integração entre programas públicos e investimentos privados.
O evento foi realizado na sede da Prefeitura e contou com a presença de lideranças da administração municipal, do deputado estadual Artagão Júnior, vereadores e representantes da construtora Piacentini, responsável pelos empreendimentos.
Integração entre programas e diferentes faixas de renda
De acordo com o secretário de Habitação, Gustavo Pedrosa, o projeto foi estruturado para atender diferentes perfis de famílias.
“Essas casas representam uma integração da política habitacional. São 360 unidades do Faixa 1, voltadas à população mais vulnerável, e outras 500 destinadas às famílias de Faixa 2 e Faixa 3”, explicou.
Segundo ele, o município tem buscado ampliar o acesso à moradia, mesmo diante das limitações de recursos e áreas disponíveis.
“A gente está no teto de habilitação de terrenos e recursos para o Faixa 1, mas também identificamos um déficit nas outras faixas. São famílias que querem acessar um imóvel e não tinham essa oportunidade”, afirmou.
Como funcionam os projetos na prática
O pacote habitacional está dividido em dois modelos principais:
Faixa 1 (360 unidades): voltado a famílias de baixa renda, com subsídio praticamente integral. As inscrições serão feitas pela Secretaria de Habitação. Parcerias com iniciativa privada (505 unidades): imóveis financiados, com apoio público por meio de incentivos, subsídios estaduais e facilitação de crédito.
“Sem essa parceria pública, não existiria viabilidade. O município entra com isenções, infraestrutura e apoio no licenciamento. O Estado contribui com subsídios e a Caixa viabiliza o financiamento”, detalhou o secretário.
Ainda segundo Pedrosa, o investimento público apenas nos terrenos destinados ao Faixa 1 gira entre R$ 25 milhões e R$ 30 milhões.
Loteamento com 447 casas

O maior deles é o loteamento com 447 unidades habitacionais, que será implantado dentro do perímetro urbano, em uma área próxima ao aeroporto. O empreendimento foi planejado como um bairro completo, com mais de 161 mil metros quadrados. Mais da metade da área será destinada a espaços públicos, incluindo ruas, áreas institucionais e preservação ambiental. A proposta inclui integração com a natureza, áreas verdes preservadas e uma estrutura voltada à qualidade de vida dos moradores.

O loteamento deve contar com playground naturalizado, academias ao ar livre, pistas de caminhada, espaço pet e áreas de convivência. As casas terão dois quartos, sala e cozinha integradas, banheiro completo, lavanderia coberta e espaço para futuras ampliações, atendendo principalmente famílias que buscam o primeiro imóvel.

As casas terão dois quartos, sala integrada com cozinha, banheiro completo, lavanderia coberta e espaço para ampliação.

Empreendimento em Entre Rios terá 58 unidades
Outro projeto importante é o Residencial Parque das Flores II, em Entre Rios, com 58 unidades habitacionais. O empreendimento ocupa uma área de aproximadamente 16,7 mil metros quadrados e terá lotes a partir de 150 metros quadrados. As casas terão cerca de 43 metros quadrados e seguem um padrão voltado à habitação popular, com infraestrutura completa.

O projeto ocupa uma área de aproximadamente 16,7 mil metros quadrados, com lotes a partir de 150 m² e casas com cerca de 43 m².

O projeto é resultado de uma parceria com a cooperativa Agrária e foi pensado para atender principalmente trabalhadores que atuam na cooperativa e já vivem na região de Entre Rios, onde existe demanda por moradia próxima ao local de trabalho.

Cinco condomínios para famílias de baixa renda
Já para as famílias de baixa renda, o município vai implantar cinco empreendimentos dentro do programa habitacional social, todos no modelo de condomínio fechado e distribuídos em diferentes regiões da cidade.
O Residencial Colibri, com 120 unidades, será implantado na região próxima ao aeroporto e ao Jardim das Américas. O condomínio terá estrutura completa, com áreas de convivência, playground, espaço pet, bicicletário e sala de apoio, além de unidades planejadas para oferecer conforto e funcionalidade às famílias.

O Colibri II, com 76 unidades, segue o mesmo modelo, também com infraestrutura de lazer e convivência. O projeto prevê áreas comuns amplas, com espaços destinados ao uso coletivo e à integração dos moradores.

O Residencial 2000, com 90 unidades, será implantado em uma área considerada valorizada do município, com proximidade de lago, ciclovia e áreas de lazer já existentes. O condomínio contará, além dos espaços tradicionais, com quadra de areia, ampliando as opções de lazer para os moradores.

O Residencial 2000 II, com 30 unidades, apesar do menor porte, também terá estrutura completa de condomínio, incluindo áreas de convivência, playground e espaço pet. Um dos diferenciais do projeto é a presença de uma área de bosque preservada dentro do empreendimento, permitindo contato direto com a natureza.

Já o Jardim Moriá, com 44 unidades, segue a mesma proposta urbanística dos demais empreendimentos sociais, com condomínio fechado, múltiplos acessos, áreas de lazer e espaços pensados para garantir segurança e qualidade de vida aos moradores.

Em todos os empreendimentos voltados ao Faixa 1, as moradias seguirão um padrão semelhante de construção. As unidades terão ambientes integrados, com sala e cozinha conectadas, além de quartos bem distribuídos, banheiro completo, varanda e lavanderia.
Segundo a construtora, os projetos também foram pensados para oferecer mais conforto e funcionalidade no dia a dia das famílias, com melhor aproveitamento dos espaços internos.
Além disso, os empreendimentos serão em formato de condomínio, com áreas comuns planejadas, incluindo espaços de convivência, playground, bicicletário, espaço pet e, em alguns casos, áreas de lazer como quadras e praças, garantindo mais qualidade de vida para os moradores.
Parceria política e articulação estadual
O deputado estadual Artagão Júnior destacou que o volume de moradias só foi possível com a união de diferentes setores.

“Quando a gente junta Prefeitura, Governo do Estado, Caixa Econômica e as construtoras, conseguimos trazer a solução que todos esperam: a casa própria para centenas de famílias”, afirmou.
Ele também ressaltou o subsídio estadual de até R$ 20 mil por unidade, que ajuda a viabilizar os financiamentos.
Meta da gestão é ampliar política habitacional
O prefeito Denilson Baitala afirmou que a habitação popular é uma das prioridades da gestão.

“Estamos anunciando 860 novas residências. Somando com outros projetos, já estamos chegando perto de 3.500 casas em Guarapuava”, disse.
Segundo ele, as obras devem começar nos próximos meses.
“Acredito que em cerca de dois meses as obras iniciam. Em um prazo de um ano e meio a dois anos, as famílias já devem estar com as chaves na mão”, projetou.
Expectativa de impacto social
Para a construtora responsável, que atua há mais de 30 anos no município, o projeto representa continuidade de um trabalho voltado à habitação popular.

“Já entregamos cerca de 1.500 unidades em Guarapuava. Nosso foco é permitir que a habitação faça a diferença na vida das pessoas”, destacou o diretor Amauri Aleixo.
Como será a seleção das famílias
A seleção das famílias vai variar conforme o tipo de moradia.
No caso das unidades destinadas ao Faixa 1, voltadas à população de baixa renda, o processo será feito pela Secretaria de Habitação. As famílias precisam estar cadastradas no município e atender aos critérios do programa, como renda e situação de vulnerabilidade.
Já nas demais moradias, viabilizadas em parceria com a iniciativa privada, o acesso será por meio de financiamento. Nesse caso, os interessados devem procurar a construtora responsável, passar por análise de crédito e formalizar o financiamento junto à Caixa Econômica Federal.
Mesmo assim, esses imóveis contam com apoio público, como subsídios do Governo do Estado, que ajudam a reduzir o valor da entrada e facilitam o acesso à casa própria.
Por William Batista e Cleo Ferreira