Segundo a Polícia Federal, criminosos usam redes sociais e jogos online para se aproximar das vítimas; levantamento é do jornal O Estado de S. Paulo.
Atento News, com informações do Estadão
O número de investigações da Polícia Federal sobre crimes de abuso sexual infantil na internet triplicou nos últimos dois anos.
De acordo com dados divulgados pelo jornal O Estado de S. Paulo, foram 730 inquéritos instaurados em 2022. Em 2024, o total saltou para 2.165, e só até julho deste ano já foram abertas 1.202 investigações.
A delegada Rafaella Parca, coordenadora nacional de repressão a crimes cibernéticos ligados ao abuso sexual infantil, alerta que redes sociais e plataformas de jogos online se tornaram a principal porta de entrada para os abusadores. Ela explica que criminosos usam perfis falsos para se aproximar das vítimas, muitas vezes crianças e adolescentes, criando um falso vínculo de confiança.

Segundo a PF, a faixa etária das vítimas varia de 13 a 15 anos, mas há casos envolvendo crianças de até 9 anos. Os criminosos utilizam abreviações e códigos para compartilhar material de abuso, e a fiscalização constante é dificultada pela quantidade de conteúdo publicado.
A polícia também atua em cooperação internacional para identificar e prender abusadores que atuam em outros países. No ano passado, a PF prendeu 97 pessoas e aplicou 37 medidas cautelares, incluindo afastamento das vítimas e proibições de contato.
Rafaella reforça que a falta de regulamentação das plataformas digitais e a ausência de monitoramento em tempo real facilitam a atuação dos criminosos. Ela defende maior responsabilização das empresas e atenção dos pais ao comportamento online dos filhos.