Tragédia em Quatro Barras deixou nove mortos; nomes das vítimas foram divulgados pela empresa Enaex Brasil
Atento News, com informações do g1
Os governos de São Paulo e Santa Catarina vão ajudar a Polícia Científica do Paraná na identificação das vítimas da explosão na fábrica de explosivos Enaex Brasil, em Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba.
O acidente aconteceu na manhã de terça-feira (12) e deixou nove mortos e sete feridos. Segundo o secretário de Segurança Pública do Paraná, Hudson Teixeira, a força da explosão fragmentou os corpos, sendo necessário exame de DNA. Com o reforço de equipes de outros estados, o prazo para a conclusão da identificação pode cair de 30 para 10 dias.
As vítimas eram todas funcionárias da fábrica e trabalhavam como operadores. Os nomes divulgados pela empresa são: Camila de Almeida Pinheiro, Cleberson Arruda Correa, Eduardo Silveira de Paula, Francieli Gonçalves de Oliveira, Jessica Aparecida Alves Pires, Marcio Nascimento de Andrade, Pablo Correa dos Santos, Roberto dos Santos Kuhnen e Simeão Pires Machado.
A Enaex Brasil informou, em nota, que está prestando apoio integral às famílias e colaborando com as investigações. Disse ainda que as equipes técnicas estão no local junto com especialistas independentes e que as gravações das câmeras de segurança foram entregues às autoridades.
Segundo a Polícia Civil, as imagens mostram que as vítimas haviam acabado de chegar para a troca de turno e fizeram uma oração antes da explosão.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o material que explodiu possui alto poder destrutivo e espalhou-se pela área, formando uma cratera. A empresa estava regular em relação às normas de segurança contra incêndio, pânico e desastres.
A Prefeitura de Quatro Barras afirmou que a Enaex possui todas as licenças exigidas para funcionamento, incluindo alvará e localização, e que está instalada no município há mais de 50 anos. Também informou que a empresa se colocou à disposição para reparar os danos à população e prestar suporte aos trabalhadores e famílias. Equipes da Defesa Civil estão levantando prejuízos em imóveis e comércios próximos.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Trabalho no Paraná.