“Futuro do aeroporto de Guarapuava depende de modernização para receber aeronaves maiores”, afirma secretário

Guarapuava, aeroporto, Azul Linhas Aéreas, voos suspensos, Júlio Agner, prefeitura, DER, Fiep, desenvolvimento econômico, aviação regional.
Foto: Cleo Ferreira/ Atento News

O aeroporto de Guarapuava, que ficou sem voos comerciais a partir desta segunda-feira (1º) após a suspensão da rota Curitiba–Guarapuava pela Azul Linhas Aéreas, pode ganhar novo fôlego com investimentos em infraestrutura e a atração de outras companhias. A avaliação é do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Júlio Agner, em entrevista ao Live Atento News. A reportagem completa irá ao ar logo mais, a partir de 18h30.


Segundo o secretário, a cidade tem condições de manter linhas regulares. “Guarapuava tem condições de ter linhas comerciais, né? Pelos estudos que a gente tem aqui econômicos da nossa região. Ela é uma região importante, né? É uma região que abrange entre todos os municípios vizinhos aí entre 400 e 500 mil habitantes. Então, com certeza as linhas aéreas têm uma boa chance, uma boa possibilidade de viabilizar”, afirmou.


Agner destacou que o aeroporto é visto pela gestão como uma ferramenta de crescimento. “A gente vê o aeroporto como uma importante ferramenta no desenvolvimento econômico da região toda, né? Então, na medida em que ele é um atrativo a mais para empresas se instalarem, serve também para a parte turística, serve como mais um braço da logística que pode ser explorado na questão de transporte de cargas”, disse.

Azul deixou a cidade sem voos comerciais

Foto: William Batista/ Atento News – arquivo

A Azul anunciou o fim das operações no município alegando aumento nos custos operacionais, alta do dólar e ajustes de frota. A decisão deixou o aeroporto municipal apenas com voos particulares. A companhia havia iniciado em março a rota para Curitiba, em substituição aos voos para Campinas (SP).

Apesar da suspensão, Agner avalia que a demanda existia. “Tinha uma taxa de ocupação bacana assim para início, né, beirando os 80%. Então, sob meu ponto de vista, a linha estava bem consolidada, mas todavia por conta da pandemia que afetou bastante as companhias aéreas, algumas trabalhando com grande endividamento, o juro no Brasil está alto, então para quem está alavancado não está fácil”, disse.

Projeto em elaboração

Para atrair novas empresas aéreas, a Prefeitura e entidades locais trabalham em um projeto de modernização do Aeroporto Tancredo Thomas de Faria. O objetivo é adequar a pista para receber aeronaves maiores, como Boeing 737-800 e Airbus A320, modelos mais usados atualmente pelas companhias.

“O aeroporto de Guarapuava tem algumas limitações, principalmente em comprimento e largura de pista. Então, nós precisamos melhorar essas condições para que a gente consiga operar esses jatos médios aí, que hoje são os mais modernos, os que viabilizam mais facilmente”, afirmou Agner.

Ele acrescentou que há mobilização regional pelo tema. “Temos feito um trabalho muito importante com a iniciativa privada, com entidades como o Sindicato Rural, a Associação Comercial, os sindicatos das indústrias, a CDL e a Fiep, que tem nos ajudado bastante com informações da região. Existe um compromisso também de que Guarapuava seja atendida, porque entendem que é muito importante que Guarapuava alce esse nível de ter um aeroporto mais pujante, que receba aeronaves maiores”, concluiu.

Reportagem de William Batista

Últimas atualizações