CNJ vai julgar desembargador do Paraná acusado de assédio e declarações machistas

Luís Cesar de Paula Espíndola, afastado do TJ-PR desde 2024, é acusado de assediar servidoras e fazer comentários ofensivos durante o trabalho.
Foto: TJ-PR

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu um processo disciplinar contra o desembargador Luís Cesar de Paula Espíndola, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Ele é acusado de assédio moral e sexual contra servidoras, além de declarações machistas feitas durante o exercício da função.

O caso veio à tona depois que, em 2024, o magistrado afirmou em uma sessão que “as mulheres estão loucas atrás de homens”. A frase provocou a abertura de uma investigação, que revelou uma série de comportamentos inadequados e abusivos praticados por ele desde os anos 1980.

Espíndola está afastado das funções desde julho de 2024, mas continua recebendo salário — em agosto, foram R$ 98,5 mil.

O CNJ manteve o afastamento e determinou o julgamento do desembargador. Se condenado, ele pode ser aposentado compulsoriamente, sem perda de salário.

A defesa informou que vai recorrer da decisão.

Atento News, com informações do g1

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