Preços das hortaliças subiram em março com impacto de chuvas e menor oferta

Cenoura, cebola e tomate lideraram as altas nas Ceasas, enquanto frutas tiveram comportamento misto, com variações conforme a oferta no mercado.
Cenoura e cebola tiveram as maiores valorizações no mês passado — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Cenoura e cebola tiveram as maiores valorizações no mês passado — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Os preços das hortaliças registraram alta em março nas Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país, com aumentos que chegaram a 59,9%, segundo dados do Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados pelo Globo Rural.

A cenoura foi o produto com maior valorização no período, com alta média de 59,9%. O aumento é atribuído à redução no ritmo de colheita, causada pelas chuvas nas regiões produtoras, que dificultaram a produção e a oferta.

A cebola teve a segunda maior alta, com 52,1%. O resultado está relacionado à queda nos envios vindos de Santa Catarina, principal estado produtor, indicando o encerramento da safra 2025/26.

O tomate também registrou aumento expressivo, com alta média de 38,8% em março. Os preços vêm em trajetória de elevação desde dezembro de 2025, refletindo a menor oferta no mercado. A desaceleração da safra de verão, aliada ao início ainda limitado da safra de inverno, contribuiu para a redução da disponibilidade do produto.

A batata apresentou alta pelo segundo mês consecutivo, com valorização de 18,9%. Já o alface, hortaliça mais comercializada nas Ceasas, teve aumento mais moderado, de 4,9%, influenciado pela demanda elevada e pelas dificuldades na colheita causadas pelas chuvas frequentes.

Entre as frutas, o comportamento foi misto. A melancia registrou a maior alta, com aumento de 10,81%, impulsionado pelo fim da safra no Rio Grande do Sul e pela redução na oferta. O preço da banana também subiu, com valorização de 10,5%, devido à menor produção em regiões importantes como Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina.

Por outro lado, algumas frutas apresentaram queda nos preços. A maçã teve recuo médio de 8,89%, influenciado pela colheita mais intensa no período. A laranja registrou baixa de 2%, mesmo com leve aumento na oferta, enquanto o mamão apresentou redução de 1,8%, motivada pelo aumento da produção na Bahia e no Espírito Santo.

As informações são do Globo Rural

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