Paraná reforça alerta sobre tétano e destaca importância da vacinação

Doença teve queda nos casos e mortes, mas ainda exige atenção; vacina está disponível gratuitamente no SUS.
Vacina é a principal forma de prevenção contra o tétano
Vacina é a principal forma de prevenção contra o tétano. Foto: Sesa

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforçou o alerta à população sobre os riscos do tétano no Paraná e destacou a importância da vacinação como principal forma de prevenção. Apesar da redução nos casos nos últimos anos, a doença ainda registra ocorrências e mortes no Estado.

O que é o tétano e como ocorre a infecção

O tétano é causado por uma bactéria presente no solo, na poeira e em fezes de animais. A infecção acontece quando ela entra no organismo por meio de ferimentos, cortes, perfurações ou queimaduras. A doença afeta o sistema nervoso e pode provocar rigidez muscular intensa e dificuldade para respirar.

Casos e mortes apresentam queda no Estado

De acordo com os dados da Sesa, o número de casos vem apresentando redução gradual. Em 2017, foram registrados 23 casos no Paraná. Entre 2018 e 2019, foram 17 por ano. Já em 2024 e 2025, o Estado atingiu o menor número da série recente, com 10 casos em cada ano.

O número de mortes também caiu ao longo do período. Entre 2016 e 2019, o Paraná registrava entre cinco e 11 óbitos por ano. Em 2020, foram seis mortes, e em 2024 e 2025, o número caiu para dois por ano.

Vacinação é principal forma de prevenção

Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a vacinação continua sendo essencial. Ele reforça que, mesmo com a redução nos números, a doença ainda representa risco, principalmente para quem não está com a vacinação em dia.

O esquema vacinal começa na infância, com três doses da vacina pentavalente aos 2, 4 e 6 meses, além de reforços aos 15 meses e aos 4 anos. Depois disso, é necessário tomar uma dose de reforço a cada dez anos. Gestantes também devem receber vacina específica durante cada gravidez.

Cobertura vacinal e meta

A meta do Ministério da Saúde é atingir 95% de cobertura vacinal. Em 2025, o Paraná registrou 94,15% na pentavalente, 86,51% no reforço e 85,21% na vacinação de gestantes.

Orientações em caso de ferimentos

A recomendação é que, em caso de ferimentos, principalmente com objetos perfurantes ou em locais com maior risco de contaminação, a pessoa procure uma unidade de saúde para avaliação e, se necessário, atualização da vacina.

Profissionais da agricultura, construção civil e serviços gerais, além de idosos, devem ter atenção redobrada, já que estão entre os grupos com maior risco de exposição ou com esquema vacinal desatualizado.

Atento News, com informações da AEN-PR

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