Uma ocorrência de resgate de animal silvestre mobilizou equipes da Patrulha Rural do 16º Batalhão da Polícia Militar e da Polícia Ambiental na tarde desta segunda-feira (18), em uma fazenda no distrito Guará, em Guarapuava. O chamado aconteceu após um produtor rural, cadastrado no programa de segurança da Patrulha Rural, localizar um felino silvestre debilitado dentro da propriedade Fazenda Santa Emília.
Inicialmente, a suspeita era de que se tratava de uma jaguatirica. No entanto, segundo o coordenador do Serviço de Triagem de Animais Silvestres (Cetras) da Unicentro, professor Rodrigo Martins de Souza, o animal era, na verdade, uma fêmea idosa de gato-maracajá.
As equipes policiais se deslocaram até a propriedade rural e conseguiram realizar o resgate do animal. Na sequência, o felino foi encaminhado ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) da Unicentro para atendimento veterinário especializado.
Animal chegou em estado grave
Segundo o professor Rodrigo Martins de Souza, a fêmea de gato-maracajá chegou em estado extremamente debilitado ao setor de atendimento. De acordo com ele, o animal já estava em coma no momento em que deu entrada no serviço veterinário e, apesar dos atendimentos realizados, não resistiu.
Ainda conforme o coordenador do Cetras, a morte ocorreu em razão da idade avançada do felino. A estimativa é de que a fêmea tivesse pelo menos 13 anos, idade considerada elevada para a espécie em vida livre. Segundo Rodrigo, em cativeiro, animais da espécie podem viver por mais tempo.
Espécie é diferente da jaguatirica
O professor também destacou que o gato-maracajá e a jaguatirica são espécies diferentes, apesar de ambos serem felinos silvestres encontrados em regiões de mata.

Toda a documentação relacionada à ocorrência foi confeccionada pelas equipes policiais que participaram do atendimento.