Por que entender o que o tempo de tela faz com o cérebro das crianças é mais complicado do que parece

Foto: Getty Images

Atento News, com base em reportagem da BBC News

O debate sobre o uso de celulares, tablets e videogames por crianças continua sem uma resposta definitiva. Enquanto muitos pais e especialistas relacionam o excesso de tempo diante das telas a problemas de sono, comportamento e até depressão, parte da comunidade científica alerta que faltam evidências sólidas para confirmar esses riscos.


Pesquisadores como Pete Etchells, da Bath Spa University, afirmam que a maioria dos estudos é baseada em relatos subjetivos e correlações frágeis. Revisões recentes também indicam que os efeitos negativos podem ser bem menores do que se imaginava. Já outros especialistas, como a psicóloga americana Jean Twenge, defendem limites rígidos, argumentando que o uso precoce das telas aumenta sintomas de ansiedade e depressão.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que crianças menores de 1 ano não usem telas e que, até os 4 anos, o tempo não ultrapasse uma hora por dia. Mas ainda não existe consenso internacional. Enquanto a ciência busca respostas mais claras, famílias ficam entre o medo dos possíveis riscos e a preocupação em não excluir os filhos de uma realidade tecnológica cada vez mais presente.

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