O alívio no preço do café não deve durar muito tempo. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), o valor do produto deve subir entre 10% e 15% nas próximas semanas, podendo chegar a R$ 80 o quilo.
Em agosto, o café ficou 2,17% mais barato em relação a julho, segundo o IBGE, registrando o segundo mês consecutivo de queda após um ano e meio de altas. O preço médio do produto foi de R$ 62,83.
Segundo o diretor-executivo da Abic, Celírio Inácio, a indústria já está pagando mais caro pelo grão nas fazendas. Entre os fatores que influenciam a alta estão: a tarifa de 50% imposta pelos EUA sobre o café brasileiro, a queda da produção de arábica neste ano, os baixos estoques mundiais e os prejuízos causados por geadas no Cerrado Mineiro.
O analista da StoneX Brasil, Fernando Maximiliano, lembra que os problemas climáticos persistem desde 2020 e afetam grandes produtores como Brasil, Vietnã e Colômbia. Essa situação dificulta o abastecimento global e mantém os preços elevados.
Além disso, a safra brasileira de arábica deve ter uma queda de 18,7% em relação a 2024, segundo estimativas da StoneX. Com menos grãos disponíveis e de menor peso, o valor final tende a aumentar ainda mais.
Informações do g1.