O setor de café brasileiro voltou a enxergar sinais de otimismo quase dois meses após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Um decreto assinado por Donald Trump no início de setembro, junto com a aproximação diplomática entre o líder americano e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, renovou as esperanças de exportadores.
O texto assinado por Trump, no dia 5 de setembro, inclui o café na lista de produtos que podem ser isentos das novas tarifas. A medida contempla itens que os EUA praticamente não produzem, como o café, já que o país é o maior consumidor da bebida no mundo, mas quase não cultiva o grão.
A possibilidade de isenção já havia sido mencionada pelo secretário de Comércio, Howard Lutnick, em julho, mas agora aparece oficialmente no decreto. Apesar disso, o documento estabelece que a redução das tarifas só será válida mediante um acordo comercial com o país exportador.
A expectativa do setor aumentou depois da Assembleia-Geral da ONU, realizada em 23 de setembro, em Nova York. No encontro, Trump elogiou Lula, afirmou ter tido “uma química excelente” com o presidente brasileiro e sinalizou que ambos devem se reunir em breve.
Entidades como a Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) e o Conselho de Exportadores de Café (Cecafé) acreditam que essa reaproximação pode abrir caminho para negociações e, consequentemente, para a retomada das exportações de café ao mercado norte-americano.
Com informações do g1