Proprietário rural é multado em R$ 112 mil por desmatamento em área protegida, em Prudentópolis

Cortes ilegais atingiram quase 9 hectares de Mata Atlântica dentro da APA Serra da Esperança, incluindo área de preservação permanente.
Desmatamento em área protegida de Prudentópolis dentro da APA Serra da Esperança
Área de Mata Atlântica foi destruída ilegalmente dentro da APA Serra da Esperança, em Prudentópolis. Foto: Divulgação/ Polícia Ambiental.

Um proprietário rural foi multado em R$ 112 mil por desmatamento ilegal em uma área protegida de Prudentópolis. A penalidade foi aplicada após a Polícia Militar Ambiental concluir a apuração de uma denúncia na comunidade de Terra Cortada, realizada na última quarta-feira (7). A informação foi divulgada na sexta-feira (9) pela polícia.

Durante a fiscalização, os policiais constataram que a vegetação nativa do bioma Mata Atlântica havia sido destruída em diferentes pontos da propriedade, por meio de corte com motosserra e sem qualquer autorização ambiental.

Em uma das áreas, com cerca de 3,67 hectares, a mata foi derrubada para dar lugar ao plantio de milho, feijão e eucalipto.

Em outro ponto do imóvel, com aproximadamente 4,65 hectares, houve o corte de espécies nativas como bracatinga, canela e cedro-rosa. No local, restavam apenas tocos e troncos das árvores, e a área já estava sendo usada para o cultivo de eucalipto.

A fiscalização também encontrou uma terceira área com 0,77 hectare de dano ambiental, situada em Área de Preservação Permanente (APP). Nesse trecho, a vegetação nativa das mesmas espécies também foi suprimida e substituída por plantio de eucalipto.

Segundo a Polícia Ambiental, todas as áreas atingidas estão dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Serra da Esperança, o que agrava a infração.

O responsável pela propriedade informou que não possuía autorização ambiental para realizar os cortes. Diante disso, foram lavrados três Autos de Infração Ambiental, que somam R$ 112.000,00 em multas.

Além da penalidade administrativa, o responsável também vai responder judicialmente pelos crimes ambientais constatados.

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