PCPR cumpre cinco mandados em Guarapuava, São José dos Pinhais e cidades de SC em operação que investiga concorrência desleal e violação de segredo industrial

Ação simultânea em cinco municípios do Paraná e Santa Catarina apura suposto uso indevido de tecnologias industriais por empresas do setor químico; dinheiro em espécie, moedas estrangeiras e equipamentos foram apreendidos.
Operação da PCPR em Guarapuava investiga uso indevido de tecnologia industrial
Polícia Civil cumpre mandados em cinco cidades, incluindo Guarapuava, durante investigação sobre concorrência desleal e uso indevido de tecnologia industrial. Foto Ilustrativa/ Fábio Dias/EPR

Resumo

  • PCPR cumpriu cinco mandados de busca e apreensão
  • Guarapuava está entre as cidades-alvo da operação
  • Investigação envolve empresas do setor químico
  • Suspeita inclui concorrência desleal e violação de segredo industrial
  • Foram apreendidos eletrônicos, documentos e dinheiro em espécie

Uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR) mobilizou equipes em cinco cidades, incluindo Guarapuava, nesta quarta-feira (18), para o cumprimento de mandados de busca e apreensão em uma investigação que apura possíveis crimes de concorrência desleal, associação criminosa e violação de segredo industrial. A ofensiva também ocorreu em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e nas cidades catarinenses de Brusque, Itapema e Pomerode.

A ação tem como foco empresas do setor químico suspeitas de utilizar indevidamente tecnologias e informações estratégicas pertencentes a uma companhia considerada referência nacional no desenvolvimento de soluções industriais. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados judiciais, expedidos com base em indícios levantados durante uma investigação iniciada após denúncia formal apresentada por advogados da empresa supostamente prejudicada.

Segundo a Polícia Civil, o caso veio à tona após procedimentos internos de compliance realizados pela própria companhia, que identificaram possíveis irregularidades envolvendo ex-integrantes da organização e empresas concorrentes. A suspeita é de que profissionais com acesso a dados estratégicos tenham migrado para outras empresas e utilizado essas informações para reproduzir tecnologias e produtos semelhantes no mercado.

Contexto: a empresa que apresentou a denúncia atua há décadas no desenvolvimento de tecnologias químicas voltadas principalmente às indústrias de papel, celulose e têxtil, com fórmulas, processos e métodos protegidos como segredo industrial.

A empresa denunciante atua há décadas no desenvolvimento de tecnologias químicas voltadas principalmente às indústrias de papel, celulose e têxtil. O portfólio inclui fórmulas exclusivas, processos industriais, cadeias de fornecedores e métodos de aplicação, considerados ativos sensíveis e protegidos como segredo industrial.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Fabio Machado, há indícios de que parte dessas informações tenha sido utilizada de forma indevida por empresas concorrentes sediadas em Santa Catarina. “Segundo a apuração preliminar, parte dessas informações sensíveis poderia ter sido indevidamente utilizada após a migração de profissionais e executivos com acesso a dados estratégicos, o que teria permitido a reprodução de tecnologias e produtos semelhantes no mercado”, afirmou.

Apreensões e perícia técnica

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam aparelhos celulares, computadores, notebooks e documentos relacionados à investigação. Também foram encontrados aproximadamente R$ 100 mil em dinheiro em espécie, além de valores em moedas estrangeiras, incluindo dólares americanos, neozelandeses, libras esterlinas, euros e pesos guatemaltecos.

O que foi apreendido

  • Celulares
  • Computadores e notebooks
  • Documentos relacionados aos fatos investigados
  • Cerca de R$ 100 mil em espécie
  • Moedas estrangeiras de diferentes países

A operação contou ainda com o apoio de peritos da Polícia Científica do Paraná (PCIPR), responsáveis pela coleta técnica de amostras de substâncias químicas produzidas pela empresa investigada. O material será submetido a análises laboratoriais para comparação com as tecnologias desenvolvidas pela empresa denunciante.

Investigação em andamento

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar os crimes de violação de segredo profissional, associação criminosa e concorrência desleal. Todo o material apreendido passará por análise técnica, incluindo a extração de dados de dispositivos eletrônicos e avaliação dos produtos coletados.

Ponto de atenção: a investigação segue em andamento e novas diligências ainda podem ser realizadas para esclarecer completamente os fatos e identificar eventual responsabilização criminal.

Segundo a corporação, as investigações seguem em andamento e novas diligências não estão descartadas. O objetivo é esclarecer se houve uso indevido de informações industriais protegidas e eventual reprodução ilícita de tecnologias no mercado, além de identificar e responsabilizar os possíveis envolvidos.

Perguntas e respostas

O que a PCPR está investigando?

Possíveis crimes de concorrência desleal, associação criminosa e violação de segredo industrial.

Quais cidades foram alvo da operação?

Guarapuava, São José dos Pinhais, Brusque, Itapema e Pomerode.

O que foi apreendido?

Celulares, computadores, notebooks, documentos, cerca de R$ 100 mil em espécie e moedas estrangeiras.

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