O incêndio que atingiu o Instituto de Educação Doutor Caetano Munhoz Rocha, em Paranaguá, no litoral do Paraná, na tarde deste sábado (4), se espalhou rapidamente por causa da grande quantidade de material combustível no local, segundo o Corpo de Bombeiros. Apesar da gravidade, ninguém ficou ferido.
De acordo com o comandante do 8º Batalhão do Corpo de Bombeiros, Douglas Martim Konflanz, a estrutura antiga do prédio contribuiu diretamente para a propagação das chamas. O telhado e o assoalho eram feitos de madeira, além da presença de grande quantidade de materiais como livros, cadernos e papéis.
O prédio, que foi inaugurado em 1927 e tombado como patrimônio histórico em 1991, teve parte da estrutura comprometida. Com o avanço do fogo, o telhado colapsou e janelas foram quebradas durante o incêndio. Ruas próximas precisaram ser bloqueadas para o trabalho das equipes.
O combate às chamas mobilizou 45 bombeiros militares, além de brigadistas de empresas da região. Foram utilizadas sete viaturas do Corpo de Bombeiros, três veículos de brigadas de incêndio de empresas portuárias e dois caminhões-pipa da prefeitura.
Segundo os bombeiros, não foi possível identificar, até o momento, o que causou o incêndio. A investigação será conduzida pela Polícia Científica e pela Polícia Civil do Paraná.
A escola atende 1.635 estudantes, a maioria do ensino médio. A Secretaria de Estado da Educação informou que avalia a situação e estuda a possibilidade de realocar os alunos para outras unidades, para evitar prejuízos no calendário escolar.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior determinou a realização de uma força-tarefa para avaliar os danos e agilizar a recuperação do prédio. Equipes técnicas da Secretaria da Educação e do Fundepar já estão no local para fazer um levantamento detalhado da estrutura.
A orientação do governo é garantir um diagnóstico rápido para que o prédio, considerado um símbolo da educação no estado, possa ser restaurado o quanto antes.
Com informações do g1 e AEN-PR. Foto de Ronaldo Damasceno