Cão policial Raio, da Polícia Civil, se aposenta após diagnóstico de câncer e histórico de apreensões no Paraná

Animal ajudou a localizar mais de 12 toneladas de drogas e participou de mais de 600 prisões ao longo de sete anos.
Raio atuou por sete anos em operações da Polícia Civil do Paraná. Foto: Reprodução/ Governo do PR
Raio atuou por sete anos em operações da Polícia Civil do Paraná. Foto: Reprodução/ Governo do PR

O cão policial Raio, da Polícia Civil do Paraná, foi aposentado após ser diagnosticado com osteossarcoma, um tipo agressivo de câncer ósseo. Conhecido pela atuação em operações contra o crime organizado, o animal acumulou resultados expressivos ao longo de sete anos de trabalho no Paraná.

Durante a carreira, Raio participou da apreensão de mais de 12 toneladas de drogas, da retirada de mais de 200 armas de circulação e contribuiu para mais de 600 prisões. O pastor-belga fazia parte do Núcleo de Operações com Cães (NOC), com base em Pato Branco, e atuou em mais de 200 cidades do estado.

Segundo a Polícia Civil, o animal era considerado um dos principais cães farejadores da corporação. O agente da Polícia Judiciária Juliano Riboli, tutor e parceiro de Raio nas operações, destacou a importância do trabalho desenvolvido.

Entre as ocorrências, ele relembrou uma ação em que o cão ajudou a interceptar 500 munições de fuzil que seriam levadas ao Rio de Janeiro.

O afastamento das atividades ocorreu após o diagnóstico da doença, confirmado por exames de imagem. De acordo com a médica veterinária Kelly Andrade, o câncer foi identificado após uma tomografia, que também apontou fratura no local afetado e risco de metástase, principalmente nos pulmões.

Como parte do tratamento, Raio passou por uma cirurgia para amputação de um dos membros e deve iniciar sessões de quimioterapia. Segundo o médico veterinário ortopedista Fabiano Alves da Silva, a recuperação após esse tipo de procedimento costuma ser rápida.

Mesmo aposentado, o cão deve continuar com o tutor. Riboli informou que pretende adotar o animal, mantendo o vínculo fora das operações.

Atento News, com informações do g1 e do Governo do PR.

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