A líder quilombola Ana Maria Santos da Cruz morreu nesta segunda-feira (1º), aos 76 anos, em Guarapuava. Reconhecida pela atuação na Comunidade Quilombola Paiol de Telha e pela defesa dos direitos das comunidades quilombolas em âmbito nacional, ela deixa um legado de luta, resistência e fortalecimento da organização dos povos tradicionais.
Ana Maria faleceu na Unidade Básica de Saúde da Colônia Vitória, em Guarapuava. As causas da morte não foram informadas pela Central de Triagem.
O velório ocorre na Câmara Municipal de Guarapuava, onde familiares, amigos, lideranças e membros da comunidade prestam as últimas homenagens. O sepultamento está marcado para esta terça-feira (2), às 16h, no Cemitério Municipal Santo Antônio, em Guarapuava.
Em nota oficial, a Câmara Municipal manifestou profundo pesar pela morte da líder quilombola. A instituição destacou que Ana Maria exerceu importante liderança na Comunidade Quilombola Paiol de Telha e também atuou como ex-coordenadora executiva e coordenadora nacional da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ).
Segundo a nota, Ana Maria foi uma mulher quilombola de coragem, sabedoria e compromisso com a luta coletiva, dedicando a vida à defesa dos direitos dos povos quilombolas, à garantia dos territórios tradicionais e ao fortalecimento da organização política das comunidades negras rurais em todo o Brasil.
A Câmara ressaltou ainda que ela deixa um legado construído ao longo de décadas de atuação, além de familiares, amigos e admiradores.
A Prefeitura de Guarapuava também divulgou uma nota de pesar pelo falecimento.
“Neste momento de dor, nos solidarizamos com familiares, amigos e todos que tiveram a oportunidade de conviver com ela. Que Deus conforte o coração de todos e que sua memória permaneça viva com respeito e gratidão”, afirmou a administração municipal.