O Tribunal do Júri de Guarapuava realizará nesta terça-feira (23) o julgamento de Carlos Gabriel Ferreira de Oliveira, de 22 anos, acusado de matar Everton Robison Madureira, de 36 anos. O crime ocorreu na tarde de 9 de junho do ano passado em frente à Escola Municipal Hipolyta Nunes de Oliveira, no bairro Boqueirão. A sessão está marcada para começar às 9h e a expectativa é que se estenda por todo o dia, podendo avançar até a madrugada.
A motivação do crime não foi detalhada pelo Ministério Público na denúncia apresentada à Justiça. No entanto, durante as investigações, o então suspeito se apresentou à Polícia Civil acompanhado de advogado e admitiu ter efetuado os disparos. Na ocasião, segundo o delegado Bruno Maciozek, o rapaz alegou que mantinha uma desavença antiga com a vítima, marcada por ameaças recíprocas, e afirmou que o conflito se arrastava havia cerca de um ano.
Ainda conforme o delegado, o suspeito declarou ter agido sozinho no momento do crime, embora tenha informado que o cunhado dele também estava no local.
O que diz a denúncia
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público e aceita pela Justiça, Everton Robison Madureira caminhava pela Rua Quinze de Novembro, em frente à escola municipal, quando foi surpreendido por disparos de arma de fogo.
Informações registradas pela Polícia Civil na época do crime apontam que uma testemunha relatou ter visto o autor dos disparos escondido atrás de um poste antes da ação. Após os tiros, ele teria fugido em um Fiat Palio azul.
Ainda conforme a denúncia, foram efetuados seis disparos contra a vítima. A acusação sustenta que cinco tiros atingiram Everton pelas costas. Ele morreu no local.
Segundo a investigação, o crime aconteceu em um horário de intensa movimentação devido à saída dos alunos da escola.
Disparo atingiu veículo próximo à escola
Outro ponto destacado pela acusação é que um dos disparos atingiu um veículo que estava próximo à escola.

Segundo os representantes da família da vítima, dentro do automóvel estavam uma avó e o neto, que haviam ido ao local durante a saída dos alunos. O tiro atingiu o vidro traseiro do veículo.
Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
Investigação identificou suspeito
Logo após o crime, equipes das forças de segurança iniciaram buscas para identificar o autor dos disparos.
As diligências realizadas durante a investigação levaram à identificação de Carlos Gabriel Ferreira de Oliveira como suspeito do homicídio. Conforme os registros do caso, testemunhas relataram que o atirador deixou o local logo após os disparos e fugiu em um veículo.
A defesa do réu é representada pelo advogado Marcus Lucas de Paula Kramer, conforme consta nos autos do processo. Até o fechamento desta reportagem, a defesa não havia sido localizada para comentar o caso.
Julgamento
O réu será julgado por homicídio qualificado pelo recurso que dificultou a defesa da vítima e pelo perigo comum. Segundo a acusação, Everton Robison Madureira foi surpreendido pelos disparos e atingido pelas costas. O Ministério Público também sustenta que outras pessoas foram colocadas em risco, já que o crime ocorreu durante a saída dos alunos de uma escola e um dos tiros atingiu um veículo que estava próximo ao local.
A acusação será conduzida pelo Ministério Público do Paraná, com a participação dos advogados Miguel Nicolau, Felipe Colman e Elisiane Marcondes, que atuam como assistentes de acusação e representam a família da vítima.
A expectativa é que o julgamento se estenda por várias horas. De acordo com integrantes da acusação, os trabalhos podem avançar até a madrugada devido à quantidade de atos previstos para a sessão.
Reportagem atualizada às 21h37.